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DNIT-AM proíbe trafego de veículos acima de 23T na Transamazônica

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT-AM-RR), Marcus Vinícius Melo Neto, por meio da Portaria nº 340, de 21 de janeiro de 2020, proibiu o tráfego de veículos de passeio e de cargas com peso superior a 23T (vinte e três toneladas), entre a divisa do Pará com o Amazonas, no Igarapé Palmares ao entroncamento da BR-317, município de Lábrea no KM-831,40.

A justificativa do DNIT é que, após estudos técnicos realizados pelo setor de engenharia do órgão, a rodovia por ser de revestimento primário, ou seja, o pavimento está em leito natural, às pontes em sua maioria são de madeiras e não possuem mais a capacidade de suportar veículos com peso acima de 23T, e com vistas a manter e assegurar o tráfego seguro de passageiros, bagagens e atendimentos as comunidades, decidiu por meio dessa Portaria suspender o tráfego desses veículos pesados.

O vice-prefeito de Apuí, Marcos Lise, esteve na sede do órgão reunido com o superintendente. “A prioridade da Transamazônica no trecho Humaitá/Apuí é diferente dos trechos Humaitá/Lábrea e Humaitá/Manaus, que é a BR-319. A base no trecho da nossa estrada suporta peso, e o nosso município não é banhado por rios, ou seja, tudo que vai para lá, vai via estrada, inclusive o combustível para geração de energia na cidade vai em carretas acima de 38T. Com esta situação o frete encarecerá em mais de 100% os produtos para consumo da população”, declarou o vice-prefeito de Apuí.

O DNIT informou que o tráfego será liberado em casos especiais, a critério do órgão desde que seja devidamente solicitado e justificado, e autorizado por meio da Autorização Especial de Trânsito (AET), podendo trafegar com Peso Bruto Combinado – PBC superior ao determinado na Portaria.

Após reunião com o DNIT, a prefeitura de Apuí, em comum acordo com o órgão, solicitou um expediente e nova avaliação para mostrar a realidade do município.

Para o deputado Cabo Maciel o DNIT precisa realizar um estudo mais aprofundado da situação, levando em conta as diferenças geográficas do município de Apuí. “O DNIT, por meio do seu setor de engenharia, precisa urgentemente analisar esta situação da estrada de acesso a Apuí, pois o município não é banhado por rios e só tem a estrada como entrada e saída para receber produtos e escoar suas produções. Estarei acompanhando de perto esta situação e, se for preciso, iremos com o prefeito ou vice-prefeito do município até o DNIT, para auxiliá-los no que for necessário referente à liberação da rodovia”, declarou o deputado Cabo Maciel.