De mãe para mãe De mulher pra Mulher

A Mulher na Sociedade Atual

Qual o valor da mulher? Ela nasceu apenas para ser mãe e dona de casa? Ela tem os mesmos direitos que o homem? A mulher é proprietária do seu corpo e, por isso, tem direito de fazer dele o que desejar?

A figura da mulher, de elemento secundário, passou a ser algo extremamente importante na sociedade atual, onde ela exerce cada vez mais um papel de protagonista, embora ainda sofra com as heranças históricas do sistema social patriarcalista em seu dia a dia. Com o tempo, graças às lutas promovidas, a mulher vem conseguindo aumentar o seu espaço nas estruturas sociais, abandonando a figura de mera dona de casa e assumindo postos de trabalho, cargos importantes em empresas e estruturas hierárquicas menos submissas.

Na contemporaneidade, a mulher assumiu o seu papel, não por completo, mas a cada dia ela vem ganhando o seu espaço na sociedade. Quem nunca ouviu falar no feminismo? Essa palavra surgiu desde as duas grandes guerras mundiais, quando a mulher decide lutar pelos seus direitos. Muita coisa precisa ser melhorada mas, em contrapartida, a mulher está se superando tornando-se mais bem vista e com credibilidade. Hoje o que podemos observar, são essas guerreiras dominando os mais altos cargos, inclusive de Presidência da República, dirigindo empresas, sendo médicas, dona de casa, engenheiras, contadoras, enfim, a mulher pode sim ocupar o cargo que ela bem entender, embora não esteja livre de preconceitos e estereótipos.

É fato que quando passamos a pensar, a funcionar e a agir como os homens, ficamos independentes. Mas sem perceber, começamos a acreditar que poderíamos prescindir do masculino e acabamos com um vazio no campo do relacionamento em nossas vidas. Ficar independente é prescindir de uma relação de dependência com o masculino, mas para isso não precisamos abdicar do outro, tampouco estabelecer uma relação competitiva, de poder com o parceiro.

Para aqueles que ainda possuem a crença de que a mulher continua aprisionada, não sabe nem um pouco do que ela sofreu no passado, e não conhece ainda o conceito de mulher contemporânea, aquela cujo marido não é o seu deus, mas sim o seu companheiro, aquela que sai para trabalhar assim como o marido e que, inclusive, divide as tarefas de cuidar dos filhos. Aquela que possui uma função, e é parceria na educação do lar, aquela que tem direito de escolha, que pode opinar em todo o planejamento familiar. É essa a mulher contemporânea que continua frágil, todavia, sua fragilidade não afeta sua potência, e a sua vontade de lutar e vencer


Cada um de nós expressa sua atenção e seu afeto pelo outro de forma muito singular. O que me parece mais importante é que possamos entrar mais em contato com nosso universo interno e agir de acordo com nossas reais expectativas e desejos, sem pressuposições preconceituosas e estereotipadas, ou ainda, sem tanta preocupação com valores e expectativas externas que, muitas vezes, não nos representam e não falam a respeito de quem somos realmente!

E assim, a mulher continua a sua batalha árdua, não para vencer os homens, mas para vencer a si mesma. Não para garantir um patamar mais alto do que os dos homens, mas para se tornar com direitos semelhantes aos deles e, portanto, constituir-se como um ser que merece reconhecimento, e que fuja do anonimato causado pelo reflexo de uma sociedade ultrapassada e altamente patriarcal. Hoje, com certeza, ela caminha a passos largos para uma integração com um mundo moderno de oportunidades iguais para todos os indivíduos, constituindo-se, assim, a mulher brilhante do século XX