De mulher pra Mulher

Endometriose

Cólicas menstruais cada vez mais fortes e mais freqüentes, dor pélvica fora do período menstrual ou durante a relação sexual são motivos suficientes para que se suspeite de endometriose.

A doença pode acometer uma em cada grupo de dez mulheres com idades entre 15 e 45 anos, e também pode levar à infertilidade.

Para o diagnóstico, além dos sintomas descritos, é muito importante o exame físico pelo ginecologista, com destaque para a realização do toque vaginal. Como complementação, a ultrassonografia transvaginal e, eventualmente, a ressonância magnética poderão ser solicitadas.

Importante no tratamento da endometriose é a individualização. O médico é a pessoa indicada para definir que estratégias devem ser usadas para cada pessoa.

Em termos gerais, quando a queixa principal é a dor, o tratamento medicamentoso pode ter bons resultados, mas a cirurgia será mais eficaz, com preferência para a vídeo-laparoscopia.

No tratamento da infertilidade associada à endometriose, pode-se esperar eficiência da cirurgia, mas não há consenso entre os estudiosos do assunto sobre sua preferência.

As técnicas de reprodução assistida podem ser indicadas, inclusive como primeira escolha, para uma grande parcela das mulheres, principalmente quando a queixa principal é a infertilidade e quando a doença encontra-se em graus mais avançados.

As pessoas podem ter:Dores locais: parte inferior das costas, parte inferior do abdômen, pélvis, reto ou vaginaTipos de dor: aguda, forte ou leveDores circunstanciais: ao defecar ou durante a relação sexualNa menstruação: menstruação anormal, menstruação dolorosa, menstruação intensa, menstruação irregular ou sangramento pela vaginaNo aparelho gastrointestinal: constipação, incapacidade de esvaziar o intestino, náusea ou quantidades excessivas de gasesTambém é comum: infertilidade, plenitude abdominal, sangramento vaginal anormal ou sensibilidade à dor

A doença afeta hoje cerca de seis milhões de brasileiras. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% de mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolvê-la e há 30% de chance de que fiquem estéreis.