Polícia Politica

Secretários da Seap e SSP devem comparecer à Aleam, para explicar mortes nos presídios

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Dermilson Chagas (PP) apresentou um requerimento subscrito por Wilker Barreto (PHS), na manhã desta terça-feira (28) convocando os Secretários de Estado de Segurança Pública (SSP), Cel. PM Louismar Bonates e de Administração Penitenciária (Seap), Marcos Vinicius Almeida para prestar esclarecimentos sobre os valores pagos para as empresas que administram o sistema prisional do Amazonas e saber o real motivo da possível falta de eficiência em gerir os presídios, ocasionando na morte de 55 presos.

De acordo com Dermilson, os assassinatos de 55 detentos nos presídios de Manaus, no último domingo e segunda-feira, o segundo mais sangrento no Amazonas, nos últimos dois anos, desde a chacina de 2017 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), demonstra e comprova a falência que se encontra o sistema prisional no Estado. “Na ausência de um Governo eficiente e sem corrupção, as facções criminosas tomam conta dos bairros das cidades e das unidades prisionais. O Governo do Amazonas é o total responsável por essas mortes, pois continua pagando com dinheiro público, um valor altíssimo para empresas que administram os presídios, e que sequer garantem a própria segurança dos presos e dos familiares”, afirmou.

Como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amazonas, Dermilson apresentou um requerimento solicitando o valor pago para essas empresas, no intuito de comprovar a possível falta de eficiência em administrar os presídios. “Além disso, Irei convocar o secretário de Administração Penitenciária e o de Segunraça Pública, para prestar esclarecimento nesta Casa Legislativa. Se é falta de gestão mesmo, ou falta de comunicação entre as inteligências, isso precisa ser esclarecido”, ponderou.

Além disso, o parlamentar também irá ingressar com uma representação no Ministério Público para que promova ações contra os responsáveis pelas mortes e falta de eficiência nas unidades prisionais. “E irei encaminhar o relatório ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, para que se possam fazer as devidas análises e investigação, e saber se é possível uma intervenção federal permanente até que se resolva a ineficiência da administração penitenciária”, disse.