Estado Saúde

Pré-natal para redução da mortalidade materna no AM

O Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna, celebrado  em 28 de maio, visa promover debates sobre a importância dos cuidados com a saúde da mulher.

Dentre as causas de morte das mulheres em consequência do parto estão hemorragia grave, hipertensão na gestação, infecções, complicações de abortos e coágulos sanguíneos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Daí a importância do exame pré-natal, quando vários tipos de doença são detectados e a mulher passa a ter acompanhamento médico até o parto, lembra a deputada Therezinha Ruiz (PSDB).

“É muito importante combater a violência obstétrica, porque a mulher precisa ser bem acolhida, precisa se sentir em segurança para ter o seu bebê. Mas, acima de tudo, precisa fazer o pré-natal. Existem várias campanhas  de incentivo para o pré-natal. As secretarias de saúde oferecem, gratuitamente, o exame. E nós sabemos que o pré- natal serve para detectar várias tipos de doença”, diz a deputada.

A jornalista Priscila da Silva Santos, tem um filho de dez anos e está grávida de cinco meses, sabe da importância do pré-natal. Quando descobriu grávida do segundo filho, aos 35 anos, ela teve uma preocupação a mais: “Minha preocupação  foi com a mortalidade  infantil nas maternidades. Então, meu marido fez um plano de saúde, para termos uma garantia maior.  Sou jornalista e todos os dias a gente vê  notícias de mulheres  que foram  maltratadas, que fora forçadas a ter parto normal quando  não podiam . Minha maior preocupação era ser forçada a qualquer coisa, ou ser maltratada dentro da maternidade”, revela.

Medo de ser maltratada

Priscila diz que muitas mulheres já foram por maus-tratos e negligência. “Ela conheço o caso de uma mulher, que tinha 25 anos e acabou morrendo no parto. Ela foi forçada a ter parto normal e acabou tendo hemorragia”, conta.

Outra caso, que ela define como “falta de respeito” é de uma jovem de 15 anos, também forçada a ter um parto normal. “O filho tinha quase cinco quilos. Ela foi dilacerada. Depois de seis meses teve de voltar para fazer várias cirurgias de reconstrução. Então o meu maior medo  era ser maltratada, porque o caos na saúde pública é grande”, afirma Priscila, que vem fazendo o pré-natal.

“Faço o pré-natal regularmente, porque  há necessidade. Por meio desse exame  é que se detectam as doenças. E principalmente na minha idade. A preocupação  da minha médica era com relação a má formação do bebê , mas está tudo certo, perfeito. E se não estivesse, existem recursos que podem ser tomados para evitar  consequências como a má formação, às vezes até reverter, dependendo do problema. Infelizmente muitas mulheres não fazem o pré-natal. Algumas por dificuldade de marcar consultas, outras por irresponsabilidade mesmo”, diz a jornalista.

Aleam tem leis de proteção à mulher

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) aprovou dois projetos de lei de proteção à mulher, no período do parto. A lei 4072, de agosto de 2014, determina que maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares da rede pública e privada, devem permitir a presença de doulas (assistentes de parto) durante todo o período de parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente. O projeto foi apresentado pelo deputado Orlando Cidade.

Em  10 de abril ano, o plenário aprovou projeto da deputada Alessandra Campêlo (MDB), que dispõe sobre a implantação de medidas de proteção contra a violência obstétrica nas redes pública e particular de Saúde do Estado do Amazonas.