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Delegado Péricles aponta falta de planejamento no sistema penitenciário do AM

“Não há planejamento. Até hoje não se faz planejamento quando se trata de sistema penitenciário. Para se ter ideia, dependendo da unidade prisional, o contrato vultuoso com a empresa administradora dos presídios aponta custos de R$3.700 a R$4.700 por preso, valor alto para que arquemos e o sistema continue falhando”. A afirmativa sobre o sistema penitenciário do Estado é do deputado estadual Delegado Péricles (PSL), feita na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (28).

Segundo o parlamentar, o Amazonas em nada avançou na tomada de soluções para o caos instalado nos presídios, mesmo após chacina ocorrida em janeiro de 2017, quando 64 presos foram mortos apenas nos oito primeiro dias do ano.

“Cito aqui o exemplo do Rio Grande do Norte que encarou situação muito semelhante à nossa em 2017. Eles buscaram aprimoramento, tecnologia, e hoje são referência no que diz respeito à gestão penitenciária. E o Amazonas? O que foi de fato feito aqui para que não houvesse outro massacre?”, questionou o deputado.

Para o deputado estadual, o sistema penitenciário precisa de urgente planejamento, de gestão, de reestruturação. “Precisamos agir de forma integrada. Apenas a inteligência da administração penitenciária atuou no atual caso, pelo o que puder entender. Esse trabalho tem de ser feito em parceria com a secretaria de inteligência. Precisamos nos antecipar sempre”, disse.

Péricles também reforçou a necessidade de estudo de viabilidade e de planejamento de concurso público para agentes penitenciários. “É necessário que ao menos comecemos a planejar e programar um concurso. Nosso quadro de agentes penitenciários é quase inexistente, deixando nosso sistema na mão de empresas cogestoras”, concluiu.

O Delegado Péricles integrou reunião do gabinete de crise, na última segunda-feira à noite. Na ocasião, autoridades de diversos poderes estiveram presentes para debater importantes medidas e ouvir esclarecimentos sobre os dois acontecimentos trágicos ocorridos em um período de 48h em quatro presídios do Estado.