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Sem acordo, professores mantém greve no Amazonas

Mais uma tentativa de negociação entre governo do Amazonas e professores da rede estadual de ensino foi frustrada, nesta terça-feira (23). As duas representações da categoria apontaram que o diálogo com o governo não trouxe avanço já que não houve apresentação de contraproposta de reajuste salarial. Os profissionais de educação estão em greve há duas semanas e 60% dos municípios têm escolas paradas, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). A reunião ocorreu na tarde desta terça com o vice-governador, Carlos Almeida.

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) informou que, após três horas de reunião, Almeida disse “que poderia realizar um estudo, sem data definida para começar ou terminar, sobre resíduos de perdas salariais das inflações dos últimos quatro anos”. O governo mantém a proposta de 3,93% de aumento. A categoria quer 15%.

Ainda conforme o Asprom, se o governo confirmasse a existência, esse resíduo seria acrescentado no índice de reajuste salarial da categoria. Para os professores, o resíduo existe e o governo já possui ciência disso.

A representação promete acampamento em frente à sede do governo do Estado, na zona oeste da capital, exigindo que o Projeto de Lei (PL) definindo o índice de reajuste seja encaminhado, imediatamente, à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

O Sinteam informou que, apesar de não haver avanço, os professores representados pelo sindicato vão discutir em assembleia a proposta sobre os resíduos. Conforme o Sinteam, o governo pediu que o sindicato “prove” que trabalhadores tiveram perdas de 9,6% do poder de compra no período de 2015 a 2018.

A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, afirmou que o sindicato tem um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontando para esse percentual. “O vice-governador disse que (mesmo) se for ‘provado’, o valor não incide na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), porque é de anos anteriores”, apontou, em nota, o Sinteam.

O vice-governador, Carlos Almeida, destacou que assim que o PL, que garante a reposição salarial de 2019 for encaminhado à ALE-AM, o governo voltará a discutir a implementação de progressões verticais e horizontais que foram apresentadas como propostas alternativas e ganhos reais desde o início das negociações.