Saúde

AM registra casos de gripe por Influenza A (H1N1) e unidades de saúde recebem reforço

A rede de saúde do Estado está em alerta por conta do aumento das síndromes respiratórias agudas causadas por vírus, como o H1N1, da Influenza A. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), o vírus H1N1 está circulando no Amazonas, o que levou a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) a reforçar as unidades com 49 mil capsulas de antiviral, além de definir os protocolos clínicos e manejos dos casos.

Conforme o Boletim Epidemiológico de Vigilância de Síndrome Gripal, até o momento, foram registrados 104 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), das quais, 27 foram positivas para Influenza A (H1N1), em jovens e adultos, e 18 casos positivos para  Vírus Sincicial Respiratório (VRS), em crianças menores de dois anos.

Grupos prioritários

Na Policlínica Castelo Branco, no Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, a procura pela vacina também foi grande. Segundo uma funcionária, que não quis ser identificada, só na tarde de ontem pelo menos 30 pessoas foram à unidade saber se poderiam se imunizar.

“Ainda estamos aguardando uma decisão do governo federal a respeito, porém, caso a campanha de vacinação seja antecipada para o Amazonas, provavelmente seguirá o mesmo protocolo das campanhas anteriores. Ou seja, a prioridade de imunização serão as pessoas que pertencem ao grupo de risco [bebês, idosos, grávidas, mulheres até 45 anos em resguardo, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores da saúde, da educação e do sistema prisional, detentos de unidades prisionais e indígenas]. As doses remanescentes é que são disponibilizadas a toda a população”, contou.

Vacina em março nas clínicas particulares

Nas clínicas particulares a procura pela vacina contra o H1N1 também aumentou nos últimos dias. De acordo com uma funcionária da clínica Vacinar, que pediu para não ser identificada, as vacinas contra o vírus H1N1 só estarão disponíveis na primeira quinzena de março.

“Desde ontem [quando as autoridades de saúde do Estado anunciaram o surto] muitas pessoas têm ligado para a clínica procurando pela vacina”, disse.

Na Vacinar, uma dose da vacina contra o influenza chegou a custar R$ 150 para adultos e R$ 100, para crianças, ano passado. A expectativa é que essa dose sofra um reajuste esse ano. “Como acontece todos os anos, pois as nossas vacinas são importadas”, explicou ela.

Envio de tamiflu para o AM

O Ministério da Saúde informou, em nota, que instalou, ontem, em Manaus, o Centro de Operações de Emergências em Saúde (COES) para apoiar as ações de prevenção e controle da doença. A pasta também enviará mais do antiviral “tamiflu” ao Amazonas para ser utilizados no tratamento da H1N1.

Ainda de acordo com o MS, a produção da vacina contra a Influenza A leva cerca de seis meses e só começa após avaliação da mutação dos vírus que mais circularam no hemisfério sul no ano anterior. Com base nessas informações e após autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS), os laboratórios produtores da vacina começaram a produzir as doses desse ano, em setembro do ano passado.

Adultos e crianças de qualquer idade que já se vacinaram no ano passado ou em anos anteriores, e que querem ou devem se proteger, precisarão tomar a vacina novamente. Isto porque o vírus da gripe sofre pequenas modificações de um ano para outro.

Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que a Sala Municipal de Situação de Vigilância em Saúde, instalada em março de 2018 para monitorar os casos de sarampo na capital, vai passar a englobar o acompanhamento dos casos confirmados e suspeitos de Influenza A (H1N1).

O objetivo é disponibilizar informações para subsidiar a tomada de decisão dos gestores, como a investigação epidemiológica e manejo clínico dos casos, buscando interromper a transmissão da doença entre a população, além de elaborar e liberar informes e boletins epidemiológicos  junto à população.