Politica

Parlamentares debatem crise na saúde que deixa 600 mil pessoas sem assistência

A presença do secretário municipal de Saúde do município de Tapauá (distante 447 km em linha reta de Manaus), Januário Neto, mobilizou a maioria dos deputados na discussão em torno de problemas como a mudança no Programa Mais Médicos e da liberação de recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para socorrer a saúde.

Januário Neto, que também é presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), foi convidado pela vice-presidente deputada Alessandra Campêlo (MDB) para expor no Plenário a situação de crise na saúde pública nos municípios do interior. O secretário defendeu a necessidade de se ter uma política de contratação de médicos para o interior, assim como de melhorar a estrutura do serviço aeromédico para atender a todos os municípios.

Segundo ele, o governo federal só vai começar a contratar novos médicos a partir de abril e até lá o interior vai continuar sem médicos, com pelo menos 600 mil pessoas sem direito a assistência. Para a deputada Mayara Pinheiro (PP), o Estado precisa cuidar da saúde com qualidade, criar um programa e se comprometer com a sociedade. O deputado Wilker Barreto (PHS) disse que a profissão de médico deve ser tratada como uma política de Estado e fez referência a uma lei aprovada na Aleam em 2013, ainda não regulamentada, que prevê a contrapartida dos formandos da UEA oriundos do interior para fazer estágio nos municípios de origem.

A deputada Alessandra Campêlo disse que a crise na saúde “é algo que a gente precisa enfrentar e precisa decidir”. A vice-presidente da Aleam propôs ainda que a Casa redija um documento para ser subscrito por todos os deputados, para ser encaminhado à bancada federal, que representa todo o povo do Amazonas, cobrando um posicionamento mais efetivo. “O que não pode é a gente ficar sem médico por causa de uma questão política entre Brasil e Cuba”, disse. Tambpém participaram da discussão os deputados Serafim Corrêa (PSB), Delegado Péricles (PSL) e Dr. Gomes (PSD).