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Ausência de médicos no interior do Amazonas é questionada por Josué Neto

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (PSD), questionou, na manhã desta quarta-feira (20), se a extinção da relação com Cuba é mais importante do que a presença de médicos nos municípios do interior. O deputado fez o questionamento se referindo às vagas em aberto no Estado que totalizam 216 vagas, prejudicando pelo menos 600 mil pessoas.

Em seu pronunciamento, Josué Neto afirmou que a falta de médicos principalmente na zona rural e áreas indígenas é uma preocupação, já que os moradores estão sem os profissionais há três meses.

“O que será mais importante, a extinção dessa relação com Cuba ou médicos presentes na zona rural e nas áreas indígenas? E eu não estou defendendo o médico cubano, o que precisamos é de médicos presentes, pode ser de qualquer nacionalidade. O profissional do ‘Mais Médicos’ não diz que é cubano, ele diz que é ‘Mais Médicos’. Hoje ele é sinônimo de ausência e esse é um dos serviços que os nossos amazonenses mais precisam”, pontuou o presidente.

Durante a Sessão Plenária desta quarta-feira Josué Neto, a pedido da 1ª vice-presidente da Aleam, deputada Alessandra Campêlo (MDB), concedeu uma Cessão de Tempo para o secretário do município de Tapauá (447 km de Manaus) e presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Januário Neto, que discorreu sobre o problema de ausência dos médicos no interior.

Januário explicou que desde o dia 14 de novembro do ano passado o Governo cubano rescindiu a parceira com o Governo brasileiro, retirando 322 médicos de 58 municípios do Amazonas e que o déficit ainda hoje é de 216 vagas. “No primeiro edital recebemos com muita esperança a inscrição de 318 médicos para 322 vagas, mas infelizmente somente 108 se apresentaram e hoje temos apenas 104 médicos realmente trabalhando e ocupando as vagas em aberto”, explicou.

Segundo dados do Cosems-AM, nos municípios de Boa Vista do Ramos, Japurá, São Sebastião do Uatumã, Santo Antônio do Içá e Santa Isabel do Rio Negro estão os casos mais alarmantes.

O secretário lembrou ainda a base do programa ‘Mais Médicos’, que segundo ele é formada por três eixos: a alocação imediata de profissionais para lugares inóspitos, criação do maior número de vagas do curso de medicina em universidades públicas e a melhoria da estrutura física das unidades básicas de saúde. Ele defendeu que o programa volte às suas origens.

Texto: Assessoria do Deputado